José Zeferino Monteiro de Mendonça

Vosso nome será sempre lembrado

Enquanto em Cuiabá houver viventes,

Passando de umas gentes a outras gentes

A fama do varão o mais honrado.


No Foro tendes vós perpetuado

Instruções sábias, justas e prudentes;

E nos pleitos deixais todos contentes,

Pois sabem que só a bem sois inclinado.


Os que da letra têm conhecimento,

Sem faltar à verdade bem dirão

Que deixais aos vindouros documentos;

Os mais todos, senhor, confessarão

Que a Justiça encontrou em vós assento

E as ciências acharam o seu Platão".


* José Zeferino Monteiro de Mendonça, (1740, Portugal-?), professor de latim, autor de diversos poemas, porém não publicou nenhum livro. Casa-se Leonor Ludovina de Morais formando o tronco da Família Mendonça em Mato Grosso. O soneto, sem título, dedicado ao Dr. Diogo de Lara Ordonhes, pioneiro do teatro em Mato Grosso, é a mais antiga peça poética de Cuiabá, segundo registra Rubens de Mendonça em seu livro "Poetas Mato-grossenses"

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