Hugo Pereira do Vale

Na floresta oculta e sombria
Do oásis da minha alma de artista,
A luz lunar
Desce entre montanhas da sensibilidade
E vai pratear o rio
Da mágoa humana;
Onde floresce à margem
A árvore verde da esperança...

Neste lugar sagrado
O sol doura a paisagem
E tece a poesia mágica da luz
Nas manhas plenas de vida!
E há melodias bárbaras,
E há romances selvagens
Até ao cair da tarde silenciosa...
Daí a lua – noiva do sonho,
Enternece na doçura da penumbra
As águas do rio...

Tudo adormece...
E as flores nascidas
Ao cair da noite,
Despetalam-se ao vir da aurora.
São lágrimas da árvore da esperança
No rio da vida!

Hugo Pereira do Vale nasceu em Campo Grande, a 11 de janeiro de 1918.

Um comentário:

Phabynho disse...

Meu avô realmente era fantástico.