Sady Folch - Um Peregrino da Palavra

# TÁ CRECENO O ARRAIÁ !!.


Vidge nossa !! Tá creceno o arraiá !!
Ostro dia Vila Reá do Bom Jesus de Cuiabá,
Num foi tempo passô por lá,
Nhô Nezinho, nhô Neco e também Curimbatá,
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Os povo que lá habita,
Proseia feito dona Nezita,
E se for pra proseá,
Num tem tempo de amargá,
.
Inté faláro dos poeta,
E dos sarás que tem por lá,
E os cantadô que num aquéta,
Virô nota de jorná,
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Cunstruíro ponte nova,
Pra no rio podê passá,
Esses povo num tá prosa,
O que será do Cuiabá,
.
Rio belo e formoso,
Dotras vez a navegá,
Hodje pesca de barranco,
Nem isso tem pra acarmá,
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Que sardade de Cuiabá!!!
.
Da cadêra de balanço,
Na varanda de dona Nhanhá,
Onde nóis buscava descanso,
Nos causo a nos contá,
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Do poeta Sirva Freire,
Hóme iguar num tinha prosa,
Andava inté dez arqueire,
Pra falá de flôr formosa,
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E de nhô Manuer de Barros,
Que pintchô de lá mucinho,
Foi prás banda do Corumbá,
Prá poetá os passarinho,
.
Que sardade desse tempo,
Das coisa que ficô lá,
Da natureza que era templo,
E dos pêtche do Cuiabá,
.
Hodje as ponte som moderna,
E os tropêro djá não há,
Nem os gado mais inverna,
Mas resiste o meu ganzá,
.
Desta forma eu cantarei,
À siriema podê imitá,
E o cururu eu dançarei,
Prá tradiçom podê vortá.
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Sadi - Um Peregrino da Palavra

Foto do cacerense Rai Reis

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