Manuel Cristino de Miranda

Amor de proletário

És o calor vital da oficina
Onde, suando, queres progredir.
Na heróica luta traças teu porvir,
Tão impoluta és, terna menina.

E eu, tão só, singrando a mesma sina,
Penando num labor sem ir nem vir,
Malho no ferro frio do existir
Nesta Babel sem lei qu procastina.

A união nos quer, linda operária,
Quer-nos casados neste amor que nasce
Da conseqüente origem proletária.

E sei que, juntos, com razão, renasce
Mais uma dupla de honra, solidária,
Na caravana heráldica da classe

Manuel Cristino de Miranda, natural de Poxoréo, nasceu no ano de 1925, morreu no Rio de Janeiro. Médico, poeta e romancista, autor do livro "O Drama da Mocidade".

Um comentário:

Kbçapoeta disse...

Incrível!
Mato Grosso já tinha poetas revolucionários na sua arte.
Hoje falta a arte engajada,não digo panfletária.
Lindo!
Mato Grosso urge por organizar sua cultura urbana.

http://kbcapoeta.blogspot.com/