Sady Folch - Um Peregrino da Palavra

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# Livramento
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(À Nhô Dito Sabiá)
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Cá fico eu aqui pensano que adonde,
Enfim andará cumpadi Nhô Dito,
Este que djá vai por léguas bem londge,
No encarço dos matadô de parmito,
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Num permita nunca nosso Sinhô,
Que ele venha caí naquelas mão,
Que num entende o som de um sofredô,
Gritado no silêncio do facão,
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As hora da mata nem mais se conta,
Que acabado de nascer djá vê o tchão,
E num há pau que cresça nessa monta,
Que vive de acabá co meu sertão,
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Peço a Deus por cumpadi Sabiá,
Que dê a seus caminho livramento,
Como tumém pelas mata qu'inda há,
Nestes rincão que vive tar tormento.
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Sadi - Um Peregrino da Palavra
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Um comentário:

Aline disse...

contém beleza,crítica e personalidade.