Fora da grande área do poema

Eu nunca quiz ser volante, cabeça de área
não desejei jamais jogar na defensiva
como um beque desajeitado. Exclamação.
Nunca me vi, sonhei ou cogitei ser beque.

Em minhas visões no Dutrinha fui Bife,
artilheiro, goleador, driblador até a meta,
função maior de todos os cetroavantes,
sem resquício de pena ou dó do zagueiro.

Mas, sem talento, não cheguei a gandula
fiquei na arquibancada arquitetando rimas
e nunca se cumpriram em nenhum verso.

Faltaram o ritmo, junto com a musa, a poesia,
o equilíbrio nas metáforas de querer ser
jogador, sem precisar edificar o poema.

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