O Poeta Enfermo

Na solidão do quarto
o poeta reclama
nos seus versos
do fel de remédio e doença
 
A solidão é triste
Sem levantar da cama
imagina o universo
nas suas mãos sem crença

De vez em quando
uma visita
o poeta enfermo
sorri melancólico
um sorriso amarelo de nicotina.

Publicado originalmente no suplemento Texto Prosa & Verso, do Eco/Um, de 19/10/1975.

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