João Bosquo

Olhos Vendados


Este momento que vejo tudo, embora de olhos fechados,
Sigo (como é possível seguir) rumo ao norte prometido
Uma visão panorâmica de olhar, como de soslaio,
De olhos fechados e vejo o infinito que nunca se acaba
E do infinito dos olhos vejo outros olhos sem fim

Sigo pelos caminhos infinitos, entre lágrimas e estrelas,
Que percorrem por todo nosso sentimento em ver
Mesmo os caminhos finitos, felizes ou tristes, são iguais
E registram as pegadas de todos os caminhantes
Cósmicos – independente do carma – de forma simples...

São iguais todos os caminhos, desde as águas e Pantanal,
O retrato de um momento da galáxia do telescópio Hubble,
Repara, semelha-se aos universos microscópicos da luneta
E podemos ver, sentir e distinguir apenas de olhos vendados.

Cuiabá, 07.02.13

Um comentário:

Afonso Alves disse...

vendados que veem para dentro
sedentos que sentem o elo
do cosmo em si

buscam além do óbvio
uma chama que se mantém

adentro e no caminho
do véu