Lucinda Nogueira Persona

Âmago

Sinto o deslizar do tempo
pesado, soturno e lento
pelos meus ramos perpétuos.

Tenho as minhas raízes imersas
e as minhas seivas esparsas
em terras de eternidade.

(E este oculto ordenamento
de fatos - pétreo mistérios?...
Por que a flor, em mim, não medra?
Misturei-me em terra estéril?)


2 comentários:

Jailda Galvão Aires disse...

Como se julgar estéril a dona de tão bela poesia?

Jailda Galvão Aires disse...

Como se julgar estéril a dona de tão bela poesia?