Vagner Braz

LINGUAGEM DE SONHO


O Homem estava a dormir, pois estudava pela madrugada.
O sono chegou e, adormecia com o livro do Nietzsche aberto...
Na sonolência ele sonhou a ocasião mais fantástica do existir
Sonhou com a sua morte, uma morte bela!
O sonho se deu assim:

- Eu caminhava pela rodovia, como se fosse pelo rio da vida. 
Logo, apareceu um bom amigo, que o sonho não me deixou reconhecê-lo. 
Ele alegrou minha a travessia. 
Porém, isso foi efêmero, 
pois uma Scania levou-me para o fantástico do existir. 
Eu olhei tudo do tempo, me vi cair no chão como a água da chuva. 
Pensei, logo, no meu olhar. 
E meus olhos estavam abertos e eu olhei a morte e ela me deu um sorriso!

A morte, sem dúvida, também é uma dádiva...
Pensando e vivendo,
em sua linguagem de sonho o homem morria todo ditoso.
Em carne e sonho, que os teus olhos oraculavam!

2 comentários:

Anônimo disse...

Amei a sua linguagem de vida...Parabéns!!!

Victor

Rubem Dutra disse...

como gostaria de sonha assim, acredito que perderia um pouco do medo dessa ladra de vidas!